Adelino Moreira Marques, nascido em São Paulo no dia 26.02.1922, filho de Eurico Moreira Marques e Olívia dos Anjos Marques, cresceu e viveu até os 21 anos em Cajuru, quando então transferiu-se para Araçatuba, onde construiu uma história e deixou um grande legado. Foi redator e locutor na Rádio Cultura, além de brilhante professor de português e não menos notável advogado. Como político, chegou a ocupar provisoriamente, por quinze dias, o cargo de Prefeito em Araçatuba durante o ano de 1963, tendo sido também vereador entre 1955 e 1963. Em 1965 retornou à capital paulista, onde veio a falecer no dia 22 de março de 2007. Publicou "Flores do Meu Jardim", "Sonhos e Rimas" e "Trovas".

"Pelo encanto contagiante
que você me comunica,
fica a tristeza distante,
mais perto a alegria fica..."

Bem aventuroso sou eu,
que tenho, para me olhar,
uma Maria no céu
e outra Maria em meu lar!

Eis porque fico feliz,
neste mundo tão medonho:
não alcançando o que quis,
construo logo outro sonho...
 

 

Se as nossas separações
acho boas, não reprove:
na conta dos corações,
distância é a prova dos nove...

Do livro da minha vida
arranquei, com mão irada,
tua pagina, fingida...
...e a guardo toda amassada!

Meu coração continua
otimista incorrigível:
mesmo aquilo que não pode
ele acredita possível...
OBS: as seis trovas acima foram transcritas do seguinte endereço:
    http://psicologapsicopedagogapamarques.blogspot.com/2009/03/adelino-moreira-marques-trovas-1957.html
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(extraída do livro "Meus Irmãos, os Trovadores", de Luiz Otávio, trova nº 201)
Esta vida, a que me exponho,
é agiota de verdade:
se empresta um pouco de sonho,
que juros cobra em saudade!...
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As 02 trovas seguintes foram extraídas do livro "A Trova no Brasil', de Aparício Fernandes.

Fitando-te o corpo esguio
e o rosto lindo, não nego:
somente agora avalio
a desventura de um cego!

Cremos mandar na mulher,
mas isso é pura balela.
Tudo o que a gente não quer,
quem não quis mesmo foi ela...

E estas duas, do livro "Trovadores do Brasil"-vol. I, também de Aparício:

Tão dentro em mim ela vive,
já a conheço tão bem,
que o seu beijo ainda não tive
mas sei o gosto que tem...

Fitando-te o corpo esguio
e o rosto lindo, não nego:
somente agora avalio
a desventura de um cego...

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NOTA = muitos dos dados foram extraídos do site www.folhadaregiao.com.br de Araçatuba