ADEUS, ENVELOPINHO!
(texto de João Costa)
 
       Embora ainda haja muita resistência por parte de muitos trovadores quanto ao uso da internet para o envio de trovas para concursos, chegou mesmo a hora de darmos adeus ao sistema de envelopes. E, claro, o fazemos com muita saudade. Foram tantos anos! Me lembro que usei muito a velha e saudosa máquina de escrever para mandar minhas trovas para os concursos dos quais participei. Depois veio a era do computador e a gente digitava (digitamos ainda) a trova e imprimia (imprimimos ainda), recortava (recortamos ainda... aff!) e colava (tarefa ainda em uso) no verso do envelopinho.

       Saudades à parte, por e-mail é bem melhor, mais fácil e seguro (ação imediata). O serviço dos Correios não está lá essas coisas, convenhamos.  Vejam só como é simples o processo:

       Você digita sua trova ou trovas, a categoria, o tema, seu nome, endereço e manda. Pronto, está feito. Se você não tem internet, não tem intimidade com a coisa, pode pedir alguém para fazer por você. Essa pessoa, amiga ou parente, vai criar um endereço eletrônico para você e fazer o serviço, até você tomar coragem e aprender.

       Do outro lado tem o “fiel depositário”, termo criado pela UBT, mas bastante interessante. Essa pessoa será a intermediária entre você e os organizadores do concurso. O “fiel depositário”, por sua vez, terá apenas dois trabalhos: criar dois documentos, um para as trovas recebidas com as identificações e outro para as trovas (sem identificação) para o julgamento. Esses documentos são diferenciados. Um para as trovas com a identificação dos autores. Sendo todas numeradas, evidentemente. No outro documento, a cópia dessa relação. Só que sem a identificação. Fácil, não. O “fiel depositário” não precisará digitar nada. Basta copiar tudo e colar no primeiro documento, que dará o nome de “Trovas recebidas”, enumerando cada trova. No outro documento, que deverá chamar-se “Trovas para julgamento”, das trovas ali coladas, já numeradas, o “fiel depositário” apagará a identificação e os dados dos autores. Em seguida, tirará as devidas cópias para os julgadores ou enviará cópias por e-mail para os mesmos. Viram como é simples e prático?

       Depois do julgamento, com as trovas classificadas, vem a parte da identificação. Com a lista das trovas classificadas, com seus devidos números, é só procurar na lista das trovas recebidas, através de seus números e, evidentemente, comparando as trovas. Gente, não tem complicação.

       Vamos, então, entrar na era digital e melhorar e agilizar o processo de envio das trovas e outros gêneros literários para concursos. Estamos vivendo um novo tempo e temos que nos adaptarmos a ele

 
JOÃO COSTA, autor do texto, é Delegado da UBT em Saquarema/RJ e já coordenou vários concursos de âmbito nacional/internacional no município..

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PRIMEIRAS OPINIÕES COLHIDAS NA REDE SOCIAL, A RESPEITO DESTA PUBLICAÇÃO.
 
Luiz Mascaranha Perfeito, João. De repente, até me animo em participar de algum...
 
Tadeu Hagen  Apesar da aprovação por parte da UBT nacional, poucos concursos utilizaram o sistema de email.
 
Thalma Tavares Tens razão, João Costa. Assim ficamos livre de um processo trabalhoso e hoje, de certa forma, antiquado. Usando a Net, ganhamos tempo. Já participei de concursos via E-mail e continuarei participando.
 
Jose Ouverney É isso que me revolta. Já foi aprovado mas pouquíssimos colocaram em uso. Estranhei e enviei um e-mail a todos os organizadores de concursos apenas via correio, perguntando o porquê. Ninguém me respondeu. Ninguém. Não dá pra entender. Será que alguém de dentro da própria UBT, que teria sido voto vencido, estaria orientando os organizadores a não aceitarem o envio eletrônico? Espero que não, pois seria o absurdo dos absurdos.
 
Wandira Fagundes Queiroz  Adoraria que todos os concursos adotassem o sistema e - mail.
Facilita e evita os atrasos.
 
Gilvan Carneiro da Silva  No próximo concurso nosso já adotaremos o envio por E-mail. No dia em que alguns organizadores de Concursos adotarem SOMENTE o envio por e-mail, aí acho, que a "coisa vai pegar"...
 
Jose Ouverney  Somente por e-mail a Ubt ainda não aprovou, Gilvan. Só quando Luiz Otávio ressuscitar e autorizar.
 
Tadeu Hagen  Mas a posição da UBT foi de manter os dois sistemas justamente para não eliminar os que têm dificuldade com a Internet.
Muitos ainda hoje não usam nem mesmo o email.
 
Jose Ouverney  Deixo bem claro que sou a favor dos dois critérios. Desde que os organizadores de concursos passem a utilizar ambos.
 
Roberto Tchepelentyky  *** Lembro que o “fiel depositário” não deve participar do concurso de nenhuma maneira (Pois, parece que já ocorreu este fato.)! Nem selecionar trovas para os julgadores!!! Simplesmente, deve ser um intermediário!!! Ok? Querendo ou não, (deste modo) existe a quebra do sigilo! (Apesar da comodidade, nada será como antes...).
 
Messias da Rocha 
Assim será de ora em diante...
Os gregos é que se entendam.
Poetas, sigam avante!
Do passado se desprendam!
Renato Alves  Acho que os dois sistemas devem coexistir, pelo menos por uns tempos. Por e-mail é claro que é mais prático, mas é preciso que todos tenham e-mail, e não sei se a maioria dos trovadores antigos já estaria informatizada, creio que não! Quanto ao sigilo, temos que convir que ambos os sistemas dependem de confiança nas pessoas. Não sei por que duvidar da honestidade do "fiel depositário" ou do coordenador; o sistema de envelopinhos também é vulnerável quando se vê a agência de origem dos correios. Quem não sabe de quem é a trova que vem do Japão, ou de cidades onde só há um trovador? A confiança na honestidade dos irmãos trovadores é fundamental!
 
Jose Ouverney  Isto mesmo. Qualquer sistema é vulnerável. Tem que haver idoneidade. Corroborando o que diz o Renato, há muitas cidades com um trovador apenas. Eu, por exemplo, mando meus conjuntos para o concurso entre Magníficoscom carimbo de Pinda. Se vem do Paraná, é o Pedro Mello. Chegou de Brasília, e o Antônio Carlos. Santo André? É o Sérgio. Carimbo de Santos? Carolina. Esse concurso entre magníficos é o que mais denuncia a localidade dos participantes. Precisaria, mais que todos, de um "fiel depositário". E isso não é choro de perdedor. Tenho tido até muita sorte. Isto é a realidade. Sistema de envelopes é altamente vulnerável.
 
João Costa  Falou legal, Renato. É isso mesmo. O mais importante é a confiança. E que essa confiança seja respeitada.
 
Tadeu Hagen  A honestidade por parte dos concorrentes e dos coordenadores deve ser o pilar de sustentação de qualquer concurso, independente do sistema de envio. Se houver interesse em burlar as regras, elas com certeza serão burladas.
 
Assis Antonio  Sou totalmente a favor da remessa por email.
 
João Costa  O próximo concurso de Saquarema será totalmente virtual. Nada mais de envelopinho. Nós os organizadores de concursos temos que começar o processo. Quem não tem e-mail pode pedir a alguém para criar um e ensiná-lo a usar. Ou deixar que a pessoa, que pode ser da família, mandar para ele. É assim que começa. Aliás, no sistema mesmo de envelope tem trovador que pede a alguém para digitar e imprimir pra ele.
 
Jose Ouverney  Verdade mesmo, João. As dificuldades são muitas. Desde digitar, recortar, colar, envelopar, até colocar no falido sistema de correios.
 
  Cida Vilhena   Ótima notícia!
 
Edweine Loureiro  Seria maravilhoso.
 
Patrícia Rocco  Não seria mais prático se a identificação seguisse como anexo?
 
Gilvan Carneiro da Silva  João, dileto amigo. Mas é isso mesmo que comentei em minha postagem anterior! Se alguns concursos forem TOTALMENTE via e-mail, serão os primeiro passos para o incremento dessa modalidade.
 
Cícero Matos de Castro  Nao participei de um concurso de trovas porque não segui os critérios dos envelopezinhos.
 
João Paulo Ouverney  Esse complicado sistema de envelope e a péssima qualidade dos serviços do Correios fez diversos trovadores deixarem de participar. Modernidade já!