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ADOLFO MACEDO  nasceu no dia 29 de setembro de 1935, em Magé/RJ, filho de Felipe Ricardo Macedo e Emília de Souza. Seu primeiro livro foi "Trovadores Mageenses", em 1965.  Faleceu em 09 de maio de 1996.

Foi tanta gente querida
residir na eternidade,
que a rua da minha vida
é asfaltada de saudade...

Da vida o segredo eterno
em duas partes se encerra:
nasce do ventre materno,
morre no ventre da terra.

Perguntas-me qual a flor
mais bela do meu jardim.
- Por que perguntas, amor,
se estás diante de mim?

A minha alma envaidecida
pelo que pode ganhar,
não busca nada da vida
que a vida não possa dar.

Ouvi de mestre sisudo
esta resposta de vulto:
- Mistério, meu filho, é tudo           (Niterói 1996)
que ainda se encontra oculto!

Sempre a riqueza querendo,
sem ouvir a consciência,
tanta gente vem perdendo                (Niterói 1995)
o domínio da decência!!!
 

Condeno toda arbitragem
que muda as regras da história...    
(Niterói 1993)
- Vencer no grito é vantagem,
mas sem gosto de vitória.

 

Perdão, pai, mas eu não pude,     (Menção Honrosa em Pouso Alegre - 1978)
apesar do teu conselho,
em matéria de virtude,
espelhar-me em teu espelho...

Tenho minha alma sentida,
vivo sempre amargurado.
- Minha vida não tem vida,
sem tua vida ao meu lado!

Depois que muito zombaste
das minhas frases de amor,
não sei como é que deixaste
tua boca ao meu dispor...
 

Olhares acusadores
vive o padre a me lançar,
desde o dia em que Dolores
cismou de se confessar...
 

 

HUMORÍSTICA:

Olhares ameaçadores
vive o padre a me lançar,
desde o dia em que Dolores
cismou de se confessar...