Albertina Moreira Pedro nasceu no Rio de Janeiro e ali também faleceu, no dia 03 de novembro de 2001. Foi um nome importante no cenário da Trova brasileira.
Era casada com Waldemar Pedro, que faleceu em 2005.

Deixei recado na areia
da praia de ondas selvagens,                             (Venc. Museu Anchieta SP  1998)
me esqueci que a maré cheia
nada entende de mensagens...

Velhice... quadra da idade,                               (4º lugar em Sete Lagoas - 1997)
na qual, em vozes veladas,
as lembranças e a saudade
andam sempre de mãos dadas...

Do passado, ouço a cantiga
que recorda, ternamente,
que há sempre uma rua antiga                                    (MH Bandeirantes 1996)
nos velhos sonhos da gente...

Quem ama jamais se emenda...
Eu, que por ti já chorei,
risquei teu nome da agenda,
mas a folha não rasguei!

Se o sucesso vem à tona,
à vaidade não me agarro,
porque o mito desmorona
quando tem os pés de barro!

Cartas de amor sao queixumes,
declaracões, despedidas,
recordacões, azedumes,
segredos de duas vidas...

Pai é aquela mão aberta
que nos protege e abençoa,
e aplaude, se a gente acerta,
e se erramos nos perdoa...

Ao ver meu rosto cansado,         (covencedora em Barra do Piraí - 1990)
pergunto, já sem vaidade,
em que espelho do passado
deixei minha mocidade...

 

   TROVAS DE BOM HUMOR

Fez despacho na clareira                 (1º lugar Nova Friburgo 1986)
para alguém com fita e vela,
mas caiu na ribanceira,
e a despachada foi ela!

No consultório, eu pesquiso
a ausência de clientela...
- Não posso conter o riso:
é que o dentista é banguela!

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UM POEMETO DE ALBERTINA:

CALEIDOSCÓPIO

Não sei se foi com faca,
espada,
ou punhal!
Só sei que me feriram...

Com o golpe
eu me fiz em pedaços,
qual um espelho,
quando cai no chão!

E, agora,
cada vez que junto os cacos
sai uma mulher diferente...