ANA CRISTINA DE SOUZA nasceu em Teresópolis no dia 08 de julho e já trouxe nas veias o sangue poético. Sua mãe Marisol foi um dos grandes nomes no cenário da Trova. A filha, depois de anos afastada, e já residindo na capítal paulista, fez sua volta vitoriosa premiando em Nova Friburgo.

Terra boa e generosa,

 nos doa, sem distinção,                     (11º lugar em Nova Friburgo 2016)

a beleza de uma rosa

e o trigo que faz o pão!

A vida, com seus enganos,
é uma passagem tão breve
que é melhor nem fazer planos              (5º lugar em Nova Friburgo - 2012)
e deixar que ela nos leve...

Volto sempre ao mesmo ponto,                   (Vencedora Niterói - 1991)
cada esforço é um ato vão:
todo cenário que eu monto
a vida joga no chão...

És tudo que sempre espero                           (Menção Honrosa em Niterói - 1991)
tomando posse de mim,
quando murmuro "não quero"
e tu respondes "quer sim !"

Na saudade, de horas loucas ,                         (Menção Honrosa em Niterói - 1991)
tento ouvir, num sonho vão,
tua voz em frases roucas
de um murmúrio de paixão.

Tanta coisa reprimida
em mentiras que se esvaem                  (Menção Especial em Niterói - 1986)
e, ao fim do baile da vida,
todas as máscaras caem.

Devaneio é quando a gente,          (Menção Honrosa em Niterói - 1974)
num quartinho de criança,
adormece, docemente,
embalando uma esperança...