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 LÍRICAS / FILOSÓFICAS DESDE 1960
PRIMEIROS LUGARES NOS 40 ANOS DE N. FRIBURGO

 Tema: Amor 1960
Não me chames de senhor
que não sou tão velho assim,
e a teu lado, meu amor,
não sou senhor... nem de mim! 
Rodrigues Crespo
 

 Tema: Saudade 1961 
Maria, só por maldade, 
deixou-me a casa vazia... 
Dentro da casa: saudade! 
E na saudade: Maria! 
Anis Murad

 

Tema: Ciúme 1962 
Quanto mais teu corpo enlaço 
mais padeço o meu tormento, 
por saber que o meu abraço 
não prende o teu pensamento! 
Jesy Barbosa

 

Tema: Vida 1963 
Esta engrenagem, que é a vida, 
esmaga a todos, sem dó. 
E a gente, aos poucos moída, 
de novo volta a ser pó. 
Paulo Emilio Pinto

 

Tema: Beijo 1964 
Ao beijar a tua mão, 
que o destino não me deu, 
tenho a estranha sensação 
de estar roubando o que é meu... 
Durval Mendonça

 

Tema: Mulher 1965 
No dia em que tu quiseres 
ser meu senhor e meu rei, 
serei todas as mulheres 
na mulher que te darei.
Nydia Iaggi Martins

 

Tema: Despedida 1966
Meu lenço, na despedida,
tu não viste em movimento:
- Lenço molhado, querida,
não pode agitar-se ao vento.
Carlos Guimarães

 

Tema: Noite 1967
Noites feitas de saudade,
de lembranças, de meiguice...
- Tão curtas na mocidade
e tão longas na velhice!
Alfredo de Castro

 

Tema: Nova Friburgo 1968
Amanhece. A névoa fina
vai aos poucos se extingüindo...
e o sol, varrendo a neblina,
mostra Friburgo... sorrindo!
Daniel de Carvalho

 

Tema: Abandono 1969
Sozinho... O tempo passando,
um dia vai, outro vem...
Meu Deus! Maria chegando,
abro meus olhos... ninguém!
Rubens de Castro

 

Presença 1970
Aérea, fluida, de gase,
corpo volátil de essência...
sua presença era quase
como se fosse uma ausência.
João Rangel Coelho

 

Tema: Angústia 1971
Na minha angústia, calado,
eu vi no espelho outro dia,
um rosto amargo e cansado...
- Meu Deus do céu, quem seria?
Walter Sanches

 

Tema: Silêncio 1972
Nessas angústias que oprimem,
que trazem o medo e o pranto,
há gritos que nada exprimem,
silêncios que dizem tanto!...
Luiz Otávio

 

Tema: Reticências 1973
Mãos tristes temendo ausências
se despedem com revolta...
nosso adeus tem reticências
que acenam gritando... Volta!
Carolina Ramos de Oliveira

 

Tema: Fibra 1974
Cabelos brancos ao vento,
- saudade feita de neve -
mil fibras de sentimento
dizendo a tudo: Até breve!...
Helvécio Barros

 

Tema: Encontro 1975
Eu e tu, duas metades
que a vida vai separando...
Eu e tu, duas saudades
na saudade se encontrando...
Izo Goldman

 

Tema: Culpa 1976
Ante as sandálias furadas
que entre cascalhos gastei,
não culpo o chão das estradas,
culpo os maus passos que dei.
José Mª Machado de Araújo

 

Tema: Conflito 1977
No conflito de um desgosto,
por saber que não me queres,
vivo em busca do teu rosto
no rosto de outras mulheres...
Octávio Venturelli

 

Tema: Ocaso 1978
Na paixão em que me abraso
tanto sol tem minha estrada,
que eu não troco o meu ocaso
pela mais linda alvorada!
Alcy R. Souto Maior

 

Tema: Ausência 1979
Não diga adeus nem brincando,
o adeus é irmão da saudade,
e alguma ausência, escutando,
pode pensar que é verdade...
Octávio Venturelli

 

Tema: Rumo 1980
Fim do meu rumo. Eu, grisalho,
dos netos entre os carinhos,
pareço um velho espantalho
cercado de passarinhos.
Romeu Gonçalves da Silva

 

Tema: Vidraça 1981
Entre esperas e demoras,
que a solidão descompassa,
já nem sei quantas auroras
vi chegar pela vidraça!...
Vasques Filho

 

Tema: Fuga 1982
Em passos e contrapassos,
ao som de acordes tristonhos
sempre foges dos meus braços
no bailado dos meus sonhos...
Vasques Filho

 

Tema: Quase 1983
São quase uma eternidade
minhas noites de abandono,
porque, em meu quarto, a saudade
se deita, mas não tem sono...
João Freire Filho

 

Tema: Amor 1984
Nós tanto nos pertencemos,
nosso amor vai tão além...
Que nós dois já nem sabemos
qual de nós é mais de quem!
Almerinda Liporage

 

Tema: Brinquedo 1985
Infância é um brinquedo usado
que um dia a vida resolve
tomar um pouco emprestado
e nunca mais nos devolve!
Arlindo Tadeu Hagen

 

Tema: Cantiga 1986
Cantiga que me transporta
da angústia ao sono da paz,
é o som da chave na porta
e teus passos, logo atrás...
Almerinda Liporage 

 

Tema: Aceno 1987
Partiste sem um aceno
multiplicando os meus ais:
Não quis teu mundo pequeno
meu sonho grande demais!
Eugênia Mª Rodrigues

 

Tema: Procura 1988
Jurei não te procurar...
jurei, mas quebrei a jura...
Quem ama pode jurar
não procurar... mas procura.
Luna Fernandes

 

Tema: Teimosia 1989
Espero-a... A noite está fria,
mas não desisto... Ouço passos...
E o prêmio da teimosia
vem se acolher nos meus braços!...
José Tavares de Lima

 

Tema: Lembrança 1990
Teu retrato até rasguei
para fugir da verdade...
"sem lembranças", eu pensei,
mas ninguém rasga a saudade!...
Thereza Costa Val

 

Tema: Espaço 1991
Mãe, por mais que eu me concentre
na importância do que faço,
não esqueço que teu ventre
foi o meu primeiro espaço!
Almerinda Liporage

 

Tema: Emoção 1992
Resisto... mas, distraída,
minha razão nem percebe
quando a emoção atrevida
abre a porta... e te recebe!
Marilucia Rezende

 

Tema: Retrato 1993
Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei, sem embaraços...
mas a saudade atrevida
juntou de novo os pedaços!
Marilucia  Rezende

 

Tema: Desprezo 1994
Não desprezei meu Nordeste,
desprezo, eu juro, foi não...
Foi a dureza do agreste
que me afastou do sertão!
Alfredo de Castro

 

Tema: Poeta 1995
Quando esta lua indiscreta
me traz lembranças sem fim,
eu choro o velho poeta
que morreu dentro de mim.
Rita Marciano Mourão

 

Tema: Magia 1996
Lavrador, por tuas mãos,
que Deus dotou de magia,
faz-se o milagre dos grãos
dando o pão de cada dia!
Mª Lucia Daloce Castanho

 

Tema: Tristeza 1997
Eu me recuso, tristeza,
a conviver com teu mundo:
- Vida que tem correnteza
não cria lodo no fundo!
Héron Patrício

 

Tema: Janela 1998
Meu orgulho se rebela,
mas o amor faz perdoar,
porque a saudade é janela
que eu nunca aprendo a fechar.
Almerinda Liporage

 

Tema: Bilhete 1999
Velho bilhete ... lembrança
de um amor que não foi meu...
Um pedido de esperança
que a vida não respondeu...
Marina Bruna 

 

2000 = INSTANTE
A saudade se embaraça
e a paixão se intensifica...
-- Não pelo instante que passa,
mas pelo instante que fica!
(Eduardo Toledo – Pouso Alegre)

 

2001 = DETALHE
Meu perdão foi em tributo
a uma lágrima suspensa:
-- um detalhe diminuto
mas, que fez a diferença!
(Darly O. Barros – São Paulo)

 

2002 = CERTEZA
-- Se te vais, por gentileza,
deixa a porta sem trancar!
Não me roubes a certeza
de que logo irás voltar!
(Adélia Victória Ferreira – São Paulo)

 

2003 = ESPERA
Eu te quero às escondidas
e se esta espera durar,
te esperarei quantas vidas
for necessário esperar!...
Eugênia Mª Rodrigues - Rio Novo / MG

 

2004 = REFÚGIO
Baú velho, tampo torto,
cartas e fotos mofando...
-- Refúgio de um sonho morto
que eu vivo ressuscitando!
(José Ouverney – Pindamonhangaba)

 

2005 = MOTIVO
Sei que os motivos são poucos,
sei que as razões também são,
mas este amor nos faz loucos
e os loucos não têm razão!!!
(Gerson César de Souza – São Mateus / PR)

 

2006 = FRONTEIRA
Amai-vos, e as derradeiras
muralhas hão de cair.
-- Havendo amor, as fronteiras
não têm razão de existir!
A.A. de Assis – Maringá)

 

2007 = MENSAGEM
Sem precisar das imagens
ou linguagens que os ensinem,
os olhos trocam mensagens
que as palavras não definem.
(Campos Sales – São Paulo)

 

2008 = ESCOLHA
Duas culpas, um pecado
e um remorso a nos doer:
você -- que escolheu errado;
eu -- que nem pude escolher...
(José Ouverney - Pindamonhangaba)

 

2009 - SAUDADE
Entre os véus da noite, imerso,
insone em meu travesseiro,
escrevo apenas um verso
e a saudade... um livro inteiro!
Maria Lucia Daloce - Bandeirantes –PR

 

2010 - PRAZER
Se a Vida, em seus embaraços,
faz minha vida ser triste,
busco prazer em teus braços...
...e esqueço que a Vida existe...!
Pedro Mello - São Paulo
.

2011 - RECADO
Pediste:”Espere, querida...”
no cartãozinho assinado.
E eu fiquei, por toda a vida,
refém de um simples recado!
Thereza Costa Val - Belo Horizonte- MG

 

2012 - PASSAGEM
A passagem mais sofrida,
que nós fazemos, a sós,
é ver o alcance da vida
sair do alcance de nós...!
MARA MELINNI DE ARAÚJO GARCIA - Caicó/RN

 

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                TROVAS HUMORÍSTICAS

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 O concurso de Trovas Humorísticas só começou em 1968. Até 1994 o tema era livre.

 
1968
Minha sogra, aquela bruxa,
num fusca mandando brasa!
E eu fico pensando - puxa!
Com tanta vassoura em casa...
(Magdalena Léa-Rio)

 

1969
Diz um caipira, em sussurro,
ao tropeiro Zé Tomás:
- Ponha um "Tigre" no seu burro
que ele corre muito mais!
(Durval Mendonça-Rio)

 

1970
Bebe tanto aquela Dama,
com seu porte senhoril,
que todo mundo lhe chama
de "Madame Du Barril"!
(João Rangel Coelho-Rio)

 

 1971
Surgiu um petróleo estranho,
pondo a vila em alvoroço,
depois que o Zé tomou banho
nas águas claras do poço...
(David Araújo-Santos-SP)

 

 1972
Descansa em paz nesta tumba
a esposa do macumbeiro,
que a surpreendeu na macumba
"baixando" em outro terreiro.
(P. de Petrus-Rio)

 

1973
Ele enrolava, enrolava,
e a enrolação era tanta,
que às vezes quando falava
sentia um nó na garganta.
(Elton Carvalho-Rio)

 

1974
Ao velho diz o Brotinho:
"Quero fugir com você".
Indaga o pobre velhinho:
"Fugir? mas... fugir pra quê?"
(Alcy Ribeiro S. Maior-Rio)

 

1975
Disse a velhinha a um velhinho
com jeito... Carinho e arte..
Que tal um programazinho?...
e os dois morreram de enfarte.
(Rosalina Rosa Leite-Santos

 

1976
Quando pergunta o burrinho,
diz a mula envergonhada:
- Tu nasceste, meu filhinho,
por culpa de uma burrada!
(Izo Goldman-SP)

 

1977
O Zé que faz a comida,
lava a roupa, se arrebenta,
diz: - Não aguento esta vida!
E a sogra, rindo, diz: Guenta!
(Elton Carvalho-Rio)

 

1978
O "play-boy" foi reprovado,
pois, sendo um cara pra frente,
respondeu: metro quadrado
é metro de antigamente...
(Elton Carvalho-Rio)

 

1979
Nunca vi almas! - diz rindo
e um cara, na sua frente,
foi sumindo, foi sumindo,
transparente, transparente...
(Vasques Filho-Fortaleza)

 

1980
Ao pôr-lhe a esmola no prato
pergunto ao surdo, baixinho:
- És mesmo surdo de fato?
E ele: surdinho, surdinho!
(José Maria M. Araújo-Rio)

 

1981
Gordo assim eu nunca vi:
é um sujeito tão pesado
que se ele cair em si,
pode morrer esmagado...
(Elton Carvalho-Rio)

 

1982
Ante a fanfarra que inunda
o parque na tarde branda,
ele viu passar Raimunda...
e nem viu passar a banda!
(Manoel M. O. Costa-Juiz de Fora)

 

1983
Diz a mulher ao esposo
que vira passar um vulto:
- Deixa de ser curioso.
-Aquele é o amigo-oculto.
(José Augusto Fernandes-Rio)

 

1984
Tão ciumenta é a mulherzinha
que ele só passa, coitado,
pela casa da vizinha,
correndo e de olho fechado!
(Carolina Ramos-Santos)

 

1985
Na macumba da Restinga
nem deu pra cantar o "ponto",
pois havia tanta pinga
que o santo já baixou tonto.
(Luiz M. Stábile- Uruguaiana-RS)

 

1986
Fez despacho na clareira
para alguém com fita e vela,
mas caiu na ribanceira,
e a despachada foi ela!
(Albertina M. Pedro-Rio

 

1987
A situação tá tão feia,
minha grana tão escassa,
que o vizinho churrasqueia
e eu passo o pão na fumaça!
(Pedro Ornellas-SP)

 

1988
Quando a vida se distrai
ou dá tudo, ou tudo nega:
Rico... pega o carro e sai!
Pobre sai... e o carro pega!
(Therezinha D. Brisolla-SP)

 

1989
Gritei: - "Pare, seu Joaquim"
quando o trem apareceu...
Ele ainda olhou pra mim,
falou: - "ÍMPARE" ... e morreu!
(Therezinha D. Brisolla-SP)

 

1990
Foi, as matas, devastando,
pior que qualquer queimada...
- Era um português tentando
achar a raiz quadrada!
(Marcelo Z. Pinto-Juiz de Fora-MG)

 

1991
Grita a roceira, ao olhar
seu filhinho na balança:
- "Doutor, só vim consultar...
não vim vender a criança!"
(Sérgio Miranda Filho-Rio)

 

1992
"Subiu na vida o Fernando...
"Ficou rico? - Indaga o Lima.
"Não, Senhor.. Está morando
seis barracos, morro acima!!!"
(Sérgio Miranda Filho-Rio)

 

1993
"PRESERVE O MEIO AMBIENTE"
e o Luso, lendo o letreiro:
Mas por quê MEIO somente
e não o ambiente inteiro?"
(Pedro Ornellas-SP)

 

1994
Anão com metro e noventa!?...
Não pode ser, seu Raimundo:
- E o seu Raimundo sustenta
É o maior anão do mundo ... !
(José Tavares de Lima-Juiz de Fora-MG)

 

1995 - Perua
Foi um vexame do cão,
quando a "Perua" elegante
levando um peru na mão,
rolou na escada rolante...
(Maria Nascimento-Rio)

 

1996 - Careca
Infiéis os meus cabelos!
saudoso o careca chora...
"Dei carinho... tive zelos
mas foram todos embora!"
(Héron Patrício-SP)

 

1997 - Trambique
Minha sogra deu chilique,
fez careta e emudeceu...
Tudo farsa, foi trambique:
Fez a cena e não morreu.
(Pedro Viana Filho-Volta Redonda-RJ)

 

1998 - Preguiça
"Vai lá ver se chove ou não"
e o filho (também deitado):
"Ir lá pra que? chame o cão...
e vê se ele tá molhado!"
(Pedro Ornellas-SP)

 

1999 - Mania
A miséria está tão feia...
Lá em casa virou mania:
falar com a boca cheia
é mais chique que vazia!
(Alzir Carvalhaes Fraga - Juiz de Fora-MG)

 

2000 – CALOR
Alheia ao calor eterno,
a Sogra, por vocação,
tão logo chegou no Inferno,
assumiu... a Direção!
(SÉRGIO FERREIRA DA SILVA – S. PAULO)

 

2001 – RECEITA
- TERRAMICINA??? Que horror!!!
Depondo, o genro “lastima”...
Lendo a receita, doutor,
eu entendi “TERRA EM CIMA”!
(PEDRO ORNELLAS – S. PAULO)

 

2002 – BOTECO
Ao chegar no beleléu,
mostra, o bebum, seu espanto:
- Não tem boteco no céu?
E as pingas que eu dei pro santo?!?
(SÉRGIO FERREIRA DA SILVA – S. PAULO)

 

2003 – SURPRESA
Quase entrou em parafuso,
releu, para ter certeza,
o telegrama do luso:
“Chego amanhã, de surpresa...”
(LICÍNIO A. DE ANDRADE – J. DE FORA)

 

2004 – OTÁRIO
- Chamaste meu pai de otário?
Repete-o, se és homem... vem!
- Chamei não, pelo contrário...
mas que ele tem cara, tem!
(A.   A. de Assis – Maringá / PR)

 

2005 – COMILÃO
É fome de tal maneira,
que o comilão assumido,
quando vê a cozinheira...
já fica de garfo erguido!
(Regina Célia de Andrade – Magé / RJ)

 

2006 – VINGANÇA
Fez-se o casório... no entanto,
o noivo não tinha o dom...
Por vingança, a noiva, em pranto,
foi reclamar no Procon!
(A.   A. de Assis – Maringá / PR)

 

2007 – PIMENTA
Boa, bonita e briguenta,
a cozinheira me assanha;
só quero é que esta... “pimenta”...
tempere a minha picanha!...
(Izo Goldman – São Paulo)

 

2008 – FEIRA
Na feira, o “seu” Manuel:
– Não vendo nada... Pois, pois!
Mas se esgoela: – Olha o pastel,
pague três e leve dois!
LIZETE JOHNSON - Porto Alegre/RS

 

2009 - CINQUENTÃO
Diz o cinquentão, vaidoso:
- “Eu sou madeira de lei!”
E, a mulher, em tom jocoso:
- “Então deu cupim...que eu sei !”
 Marta Mª de Oliveira Paes de Barros-SP

 

2010 - DESESPERO
Desespero mais certeiro,
neste mundo errado e torto,
é o coitado do coveiro
não ter onde cair morto...
João Paulo Ouverney - Pindamonhangaba
.

2011 - BANDA
Tocou tuba a vida inteira
na banda; e era tão viciado,
que nos braços da enfermeira
morreu feliz... entubado .
Maurício Cavalheiro - Pindamonhangaba

 

2012 - FRAQUEZA
“Minha filha,tens certeza?”
“Tenho, mãe, é gravidez!”
“Se vais dizer: ´ foi fraqueza´,
já não cola, é a quarta vez!”

DARLY OLIVEIRA BARROS - São Paulo/SP
 

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