I CONVENÇÃO de PRESIDENTES ESTADUAIS da UBT
(texto de Renato Alves, presidente em exercício da UBT Estado do Rio de Janeiro, publicado no Boletim da UBT/RJ, 01/agosto/2014)

 
     A I CONAPREST-UBT/2014 realizada nos dias 18,19 e 20 de julho p.p. teve aspectos positivos que oxalá se transformem, na prática, em bons resultados. Que o louvável entusiasmo da atual Direção Nacional possa redundar na expansão do movimento trovadoresco, sem prejudicar, em nome da organização necessária, a “poesia” existente em nosso meio, pois precisamos fazer conviver nossa emoção de poetas com um mínimo de ordem de que toda agremiação necessita. Há, porém, há uma coisa importantíssima a ser feita primeiro: restaurar a harmonia que vem paulatinamente sendo perdida entre nós. Vários episódios de animosidade entre trovadores nas mais diversas seções foram relatados neste encontro e isto coloca em risco a implantação de qualquer mudança organizacional por mais bem intencionada que seja. Precisamos achar o caminho da PAZ na UBT. Por outro lado, creio que esta situação não se resolverá com a adoção de qualquer regulamento disciplinar mais rigoroso; a meu ver, o caminho é a conciliação ditada pelo bom senso que todos devemos ter.
 
     Na Convenção foram aprovadas, dentre outras, algumas medidas positivas que a UBTN oportunamente divulgará em detalhes:
 
-Novo organograma administrativo com redução de cargos para as seções;
 
-Criação do Programa “Juventrova”, para o ingresso de jovens trovadores;
 
-Adoção da modalidade “Trovador Novato” e padronização de prazos e condições para os concursos patrocinados pela UBT;
 
-Não obrigatoriedade de citação da palavra-tema nas trovas;
 
-Criação de Banco de Dados, Biblioteca e novo “site” da UBTN;
 
-Aprovação do Manual Oficial da Trova da UBTN.
 
Em meu entendimento, nesta parte, o resultado do encontro foi positivo.
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     Infelizmente, quanto à Trova propriamente dita, acho que não fizemos progressos. Nossas propostas para a simplificação e padronização dos critérios junto às comissões julgadoras na avaliação das trovas de concursos foram rejeitadas. A tolerância para certos casos polêmicos que suscitam intermináveis discussões na métrica e rimas, como “louca>boca, desejo>beijo, anel>véu, gentil>ouviu, mais>paz, matéria>aérea, família>ilha”, sons semelhantes para rimas de estrangeirismos (email> rodeio, internet>derrete) mais o caso dos hiatos (/vo/o/ ou /voo/, per/do/o ou /per/doo/) e outros fenômenos fonéticos não passaram.
 
     Por isso, acho que perdemos, neste quesito, uma boa oportunidade de atualizar o “Decálogo” de Luiz Otávio, sem desmerecê-lo - é claro, mas acrescentando-lhe alguns elementos da realidade linguística atual. É uma pena, porque isto facilitaria o trabalho dos julgadores e, sobretudo, deixaria de assustar e até afastar, como às vezes ocorre, quem deseja ingressar no mundo da Trova.
 
(Renato Alves)