I JOGOS FLORAIS DE CORUMBÁ - Tema: "Amor" 
(Realização: 09 a 14 de junho de 1968 Presidente de honra: prefeito Breno de Medeiros Guimarães Presidente da Comissão Central Organizadora: Lécio Gomes de Souza Patrono: J. G. de Araújo Jorge Grande homenagem: Luiz Otávio Patrocinadores: Governo do Estado (governador Pedro Pedrossian); Prefeitura Municipal de Corumbá; industriais Irmãos Chamma; Curso de Declamação “Maria Sabina” (direção Lucy Maria Bonilha de Souza) Comissão Selecionadora em Corumbá: Alceste de Castro, Carlos de Castro Brasil, Clio Proença, Gabriel Vandoni de Barros, Lécio Gomes de Souza, Magali de Souza Baruki, Osório Gomes de Barros Comissão Julgadora no Rio de Janeiro: Helena Ferraz, J. G. de Araújo Jorge, Luiz Otávio, Margarida Lopes de Almeida, Maria Sabina, Murilo Araújo Musa: Nancy Scaffa Processo de julgamento: Dentre as mais de 3 mil trovas recebidas de todo o Brasil, foram selecionadas pela Comissão de Corumbá as 100 finalistas, as quais foram encaminhadas à Comissão Julgadora do Rio de Janeiro, para a classificação final.)

VENCEDORES

1º lugar
Num tempo em que tanta guerra
enche o mundo de terror,
benditos os que, na Terra,
semeiam versos de amor!                                        (A. A. de Assis (Maringá)

2º lugar
Este amor, grande e profundo,
feito de paz e verdade,
dá-me, segundo a segundo,
um sabor de eternidade.                                              (Durval Mendonça (Rio)

3º lugar
Decantado eternamente,
o amor em tudo figura:
– ora é bem que cura a gente,
ora é mal que não tem cura...                                    (Agmar Murgel Dutra (Rio)

4º lugar
Entre nós dois, volta e meia,
ao amor fazendo jus,
muita coisa se clareia
quando a gente apaga a luz...                                  (Colbert Rangel Coelho (Rio)

5º lugar
De gota em gota, pingando,
sem ver que a chuva parou,
goteira é a casa chorando
porque você não voltou.                                       (Rubens de Castro (Corumbá)

6º lugar
O meu velho amor tristonho
é como nave perdida
pelo Mar-Morto do sonho,
pelo Mar-Negro da vida...                                       (Vasco de Castro Lima (Rio)

7º lugar
Miséria de pão maltrata...
Mas quanta gente, Senhor,
sabeis que morre ou se mata
quando há miséria de amor!                                    (Lilinha Fernandes (Rio)

8º lugar
Naquele quarto onde outrora
nosso amor viveu... sonhou...
sua boneca que chora,
me vendo triste... chorou!                                   (Rubens de Castro (Corumbá)

9º lugar
Faz-se tarde... A noite é plena...
Suspiros de amor... Inverna.
– Tu nos meus braços... É pena
que a noite não seja eterna!                                 ( David de Araújo (Santos)

10º lugar
Quando começa o fragor
e a guerra acende a centelha,
há sempre um gesto de amor
nos braços da Cruz Vermelha.                                 (Durval Mendonça (Rio)

Menções Honrosas

11º lugar
Um grande amor, palpitante
de vida e de sonho, é assim:
nasce, às vezes, num instante
e depois não tem mais fim.                                      (Walter Waeny (Santos)

12º lugar
Não quero a glória que passa,
nem beleza nem dinheiro;
quero o brilhante, sem jaça,
de um grande amor verdadeiro!                              (Lúcia Lobo Fadigas (Rio)

13º lugar
Vendendo amor, esquecida
por essas ruas além,
vive a moça que, na vida,
não teve amor de ninguém!                                         (Alves Costa (Rio)

14º lugar
Sou nau de leme partido,
galho sem folha nem flor,
que a vida perde o sentido
quando se perde um amor...                                         (Elton Carvalho (Rio)

15º lugar
Não graves, na árvore, as formas
de um coração, por favor:
numa ferida transformas
o emblema de nosso amor.                                        (Walter Waeny (Santos)

16º lugar
Ao que pede, à tua porta,
dá, também, tua afeição!
Um pouco de amor conforta
mais que um pedaço de pão!                          (Rodolpho Abbud (Nova Friburgo)

17º lugar
Numa alegria incontida,
vivemos um sonho em flor:
eu sou toda a tua vida,
tu és todo o meu amor!                                  (Aparício Fernandes (Rio)

18º lugar
Ela de amor não se farta,
e comovido hoje vejo
que o final da sua carta,
em vez de um ponto, era um beijo.             (Adhemar Mendonça (Juiz de Fora)

19º lugar
Você partiu... quantos anos...
nem sei se o mundo parou!...
E, apesar dos desenganos,
você partindo... ficou!                                     (Rubens de Castro (Corumbá)

20º lugar
Ponho meus olhos no espaço
e tropeço entre as estrelas.
Penso em ti: entre elas passo
e nem sequer chego a vê-las.
Maria Thereza Cavalheiro (São Paulo)