Hegel Pontes - Juiz de Fora

 

          HEGEL PONTES ,   filho de José do Patrocínio Pontes e Carmen Navarro Pontes, nasceu em Monte Santo de Minas/MG, em 05 de dezembro de 1932.

          Advogado, escritor e poeta da mais nobre casta. Seu nome está inscrito na fundação da  Academia Juizforana de Letras, da Academia Jurídica de Letras de Juiz de Fora (cidade que escolheu para residir) e do NUME (Núcleo Mineiro de Escritores). Sempre representou condignamente Juiz de Fora nos certames literários dos quais participou.

          Hegel faleceu no dia 15 de novembro de 2012, às 13h., vinte dias antes de completar 80 anos.



O drama da despedida

foi termos, ambos, notado

tua lágrima fingida

e o meu sorriso forçado...

É noite em nossa favela

e o vento, em leve rumor,

apaga a chama da vela

e acende a chama do amor.

 

Morre Cristo, o palestino,

e, na vida transitória,

a história do seu destino

muda o destino da História.

Não julgues pelo semblante

A honra alheia, meu filho:

- Na lua, a face brilhante

oculta a face sem brilho!

Felicidade, és somente

meu horizonte fugaz:

quando dou um passo à frente      (2º lugar Pouso Alegre 1997)

dás um passo para trás...

No beco dos infelizes,

se houver saída, me aponte:         (6º lugar Pouso Alegre 1997)

- quem vive sob as marquises

não vê céu nem horizonte...

Quando a vejo sobre o monte,

qual pipa vagando ao léu,              (9º lugar Pouso Alegre 1997)

pego a linha do horizonte

e empino a lua no céu!

O sino é um ser sem razão,

que não tem razão de ser:

quando pára um coração,

ele começa a bater...

Jogou, perdeu, e hoje sabe,

vivendo um natal sombrio,

que a consciência não cabe

num sapatinho vazio.

A honra é a imagem casta

dentro do espelho do Bem:

- Se a gente dele se afasta

ela se afasta também...

Depois da falsa meiguice

e dos falsos beijos seus,

“Adeus”; sem graça, ela disse,

e eu disse: - Graças a Deus!

A voz dos ventos distantes,

dentro das conchas do mar,

são preces de navegantes,

que não puderam voltar.

A lágrima comovida

que vem de dentro de nós,

é uma palavra sofrida

que chega aos olhos sem voz.

Com que ironia o destino

pode este quadro pintar:

De um lado, um lar sem menino;

de outro, um menino sem lar.

A quiromante não lia,

ao fazer a predição,

que o destino me daria

justamente a sua mão.

O cego, na estrada escura,

vai tateando... e sua mão

parece que faz ternura

na face da escuridão!

"Não julgues pelo semblante,       (5º lugar Rotay Club de Madureira/RJ - 1967)

a honra alheia, meu filho.

- Na lua, a face brilhante

oculta a face sem brilho."

HUMORISMO



Com dona X, do ABC,             (Menção Honrosa em Nova Friburgo - 2012)

o velho, fraco e gagá,

procurou o ponto G,

mas falhou na hora H.