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NEM TUDO QUE BRILHA... É TROVA!

 
                Mais um concurso de trovas coordenado pela UBT= União Brasileira de Trovadores acaba de ter seus resultados divulgados, inclusive com as trovas classificadas.
 
                Mais uma vez temos o dissabor de observar uma trova considerada vencedora, com irregularidade na rima.
 
                Comuniquei a ocorrência à direção nacional da entidade e faço questão de repetir, aqui, algo que já sugeri à própria presidente Domitilla: acho que em todos os concursos com timbre da UBT, antes de sacramentar qualquer resultado as delegacias e seções deveriam enviar os trabalhos selecionados para a presidência nacional avaliar também e, só então, esta autorizaria a proclamação dos resultados.
 
                Credibilidade é fundamental. Quem está chegando agora ao mundo da Trova precisa, antes de tudo, acreditar que a trova praticada atualmente no Brasil tem a mesma qualidade da que temos visto em décadas anteriores. E quem já é “veterano” precisa continuar acreditando. Não podemos permitir que aqueles que costumam afirmar que “a trova é um gênero literalmente menor de poesia” batam no peito e se rejubilem. Para tanto, todo cuidado é pouco. Precisamos evitar, a todo custo, colocar na vitrina pedras de falso brilho, assim como impedir que se atirem na lixeira joias de indiscutível valor.
 
                Fica aqui a sugestão, mais uma vez.

 

Texto de José Ouverney, escrito em 12.10.2016