Florestan Japiassú Maia

Florestan Japiassú Maia faleceu em 16 de julho de 2006 aos 91 anos de idade. Foi presidente de várias Academias de Letras do Rio de Janeiro. Era Escritor, autor de vários livros, poeta e trovador. Seu lazer era a dança de salão, local em que se mostrava também um mestre.

Foi casado duas vezes. Levou uma vida ativa até os noventa anos, quando o tempo o venceu. Sua maneira de ver a existência é que o levou a viver tanto e tão bem. Saudade!

Como trovador, eis, abaixo, uma pequena amostra do seu trabalho:

Silente, no amor que espero,

meus pensamentos repouso...

Ouso em pensar que lhe quero,

mas confessar-lhe...não ouso!

Canto em versos, pouco a pouco,          (Menção Especial Nova Friburgo - 1995)

todo o amor que me enclausura:

se ser poeta é ser louco,

bendigo o amor e a loucura!

No seio da madrugada,

solitário ao rés do monte,

tenho a saudade embalada

pela cantiga da fonte.

A ausência da mocidade

que no meu rosto se vê,

é o castigo da saudade

que me acorrenta a você.

Os sonhos...amor jurado...

e os beijos que me roubou,

são vestígios do passado

que, para mim, não passou!

No outono das horas mansas,

com teu amor me acolhendo,

ressuscito as esperanças

que, aos poucos, foram morrendo!

HUMOR

Perdeu voto o candidato

no churrasco lá no morro,

porque o espetinho de gato

tava duro pra cachorro!