P. de Petrus

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P. DE PETRUS, nome literário de PEDRO BANDETTINI, que nasceu em São Paulo no dia 27 de abril de 1920. Foram seus pais: Rogério Bandettini e Josefina Turri Bandettini. Tocou sua vida no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em dezembro de 1999.  Conforme observaremos, tinha um "faro" humorístico acentuado.

Do amor, em triste momento,     (M. Especial Amparo - 1992)

fomos nós dois à falência,

- não por falta de talento -

faltou a luz da experiência.

Que me adianta a fibra estoica,     (Menção Especial em Nova Friburgo - 1974)

o estridor de tantas queixas,

a insistência quase heroica,

se quero amar-te, e não deixas?!

Se uma pedra arremessada

chega a ferir fortemente,

fere menos a pedrada

que a língua de muita gente!

Do Calvário veio a glória,

cheia de paz e de luz,

onde a divina vitória

nasceu em forma de cruz.

A aurora, calma e silente,

áurea luz no céu espraia...

- Vitória do sol nascente

sobre a noite que desmaia...

No cinema o filme estreia...

Bem juntinhos, ele e ela,

dão reprises, na plateia,

dos beijos vistos na tela!

 

TROVAS DE BOM HUMOR

Para um 'nu" de fino gosto,

ao posar, sem medo, a nora,        (1º lugar em Fortaleza/CE - 1978)

com vergonha cobre o rosto,

mas deixa o resto de fora...

Nas pernas a "cola" é escrita!

E o professor, espreitando,

fica feliz quando a Rita

ergue a saia e vai 'colando"!

Sejam brotos ou coroas,

isto dispensa argumento,

são sempre as mulheres boas

que inspiram maus pensamentos!

Maria da Luz, que é bela

e almeja um claro futuro,

contrariando o nome dela,

namora sempre no escuro.

Desce à campa a sogra má,

e explica um verme sereno:

- Hoje, irmãos, jantar não há,

porque este prato é veneno!

Disse um verme sorridente,

vendo o judeu no caixão:

- Este é um manjar diferente,

que se come à prestação!

Na campa de um travesti,

diz um verme ao amiguinho:

- jamais na vida eu comi

um defunto tão fresquinho!...

Tem dez filhos o ceguinho...

E a cada filho que nasce,

explode sempre o vizinho:

- Calculem se ele enxergasse!

A mulher do meu vizinho,

que em amores não se aperta,

mesmo errando no caminho,

chega em casa na hora certa.

"Meu bem, se foste enganado,

que Deus me cegue sem dó...

- E ele agora está casado

com mulher de um olho só!

"O ar da serra eu lhe receito",

- disse o doutor ao Santana.

E este, em casa, satisfeito,

pega um serrote e se abana!