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ROBERTO FARIA – O FOTÓGRAFO DA ETERNIDADE

texto de João Paulo Ouverney

 

       Roberto Faria, fotógrafo profissional, retornou nesta segunda-feira, 9 de outubro de 2017, à pátria espiritual. Seu corpo seguiu até o cemitério em um cortejo simples, pequeno demais diante da grandiosidade do seu trabalho prestado a Pindamonhangaba. Cortejo pequeno talvez porque, há alguns anos, não fotografava mais por motivo de saúde e o povo tem memória curta.
 

       Mais de 50 anos retratando para a Prefeitura, Tribuna do Norte, Jornal da Cidade, Câmara, Santa Casa, Exército, Rotary Club, Lions, clubes sociais, políticos, festas, shows, bailes, Expovap, concursos de beleza, entidades beneficentes, esportes, enfim, tudo que se possa imaginar. Sua produção ultrapassa o número de meio milhão de fotos.
 

       E mesmo sendo espírita e acreditando que a vida continua, eu também me emocionei ao saber do ocorrido. Afinal, foram mais de 45 anos de amizade e trabalho em parceria, desde meu primeiro jornal, o “7 Dias” em 1972, passando pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura e Tribuna do Norte (18 anos de convivência quase diária), Jornal da Cidade e Ferroviária.
 

       Roberto Faria, literalmente como ninguém, ajudou a escrever, por meio de fotos, a história de sua Pindamonhangaba que tanto amou. E a partir de hoje, se o plano terrestre está triste com sua partida, o plano espiritual está em festa com sua chegada. E para mim fica a certeza de que esse é o destino de todos nós, e como disse Milton Nascimento: "Qualquer dia, amigo, a gente volta a se encontrar"!
 

     Ao espírito imortal do “Corvão”, nossas orações e vibrações de carinho. À família enlutada, abraços de condolências. E às autoridades da “Princesa do Norte”, fica um lembrete: está aí um grande homem que honrou sua cidade e realmente merece todas as homenagens que pensem em lhe fazer, mesmo depois de morto...