SOLIDÃO

 

 

Propensos a quereres semelhantes,

tendo a poesia inata em nossas mentes,

tínhamos o infinito... e como amantes

seríamos estrelas reluzentes.

 

Mas eis que seus desejos, tão arfantes,

fizeram dos meus sonhos, tão descrentes,

migalhas de lembranças arquejantes,

fenecendo em processos deprimentes.

 

Recusaste o poeta que há em mim,

e todos os meus versos, que sem fim,

esculpiram o amor que eu quis te dar...

 

e decretaste enfim, a solidão,

para me acompanhar à imensidão...

onde hei de eternamente te esperar!