SONETO PARA SARA
(Josafá Sobreira da Silva)

Jamais se sara quem censura a cura!
Meu ser censura, mas procura Sara
E Sara foge, feito saracura,
Do amor - que eu sei que cura - e não me sara.

Incerto, sigo Sara em senda escura:
Parece certo achar que Sara sara.
Achara Sara o amor de quem procura?
Serei loucura ou cura para Sara?

E o amor em mim se insere qual loucura,
Pois não se cura quem não se declara!
E Sara não me sara...não me cura...

Porém, pressinto a cura, cara a cara,
Pois Sara cora quando me procura,
Mas, quando foge... não me cura Sara!