MAGNUS KELLY
MEMBRO FALANDO DE TROVA
Magnus Kelly, filho de Joca Simplício e Ana Áurea, nasceu em Caicó aos 26 de fevereiro de 1978 e viveu a sua primeira infância no Sítio Batalha, em Jardim de Piranhas/RN, onde adquiriu um catatau de memórias, saberes e habilidades, tais como a de exímio caçador de passarinhos e pastoreador de ovelhas.
Ainda na infância residiu em Caicó/RN, migrando, em 1989, para a capital do estado, Natal, onde fez contato com a música rock (baixista, cantor e compositor); no início da vida adulta, graduou-se em Educação Artística, pela UFRN; mais tarde, fincou âncora na Caixa Econômica Federal, em 2008, mesmo ano no qual tornou-se esposo da “Nega”, vulgo Elâine Cristina, com quem produziu suas mais belas obras, João Simplício e Joaquim Simplício.
Por intermédio do primo, o poeta Professor Maia, teve contato com o mundo trovadoresco, obtendo a sua primeira classificação em 2016, nos Jogos Florais do CTS/UBT Caicó. Neste mesmo ano, apadrinhado pelo poeta Hélio Alexandre, tomou assento na Academia de Trovas do Rio Grande do Norte (ATRN) e UBT Natal.
É vaqueiro, doido e poeta!
ALGUMAS TROVAS
Eu te amei, ano após ano,
como quem nada mais fez.
Sim, te afirmo sem engano,
faria tudo outra vez!
Deu-me, na vida, o Senhor
muito mais do que mereço;
olhos ao que tem valor;
e desprezo ao que tem preço.
Ao segurar o meu filho
nos braços, com todo afeto,
luziu no céu terno brilho:
meu pai sorrindo pro neto.
Qual peça de atos tristonhos,
que o tempo escreve, um a um,
a vida nos ceifa os sonhos,
sem mandar recado algum.
Passo a passo, a caminhada
do idoso traz a certeza
que o segredo da jornada
não é ter pressa... é firmeza!...
É sempre bom que se frise:
o sucesso, na verdade,
alcança quem olha a crise
e enxerga a oportunidade.
Viagens são para mim
uma válvula de escape…
quanto mais faço check-in,
menos eu faço check-up!
Um ciclo… um loop infinito…
retrô não é retrocesso;
é trazer o que é bonito
de volta ao brilho, ao sucesso!…
Se a cinzenta seca pinta
o meu Sertão de tristeza;
a chuva, com nova tinta,
devolve cor e beleza!
Não é de delicadeza,
de beleza ou simpatia;
meu ideal de princesa
é de força e valentia!
Pondo o dedo na balança
e fingindo olhos vendados,
a Justiça nunca alcança
plenitude em seus julgados.
Para se ter bom pomar:
limpe, adube, plante e molhe;
depois, precisa cuidar...
só assim, “quem planta, colhe”!
HUMORÍSTICAS
Era esperto igual raposa,
mas bastou-lhe um escorrego
pra se ver com sogra, esposa
e um “presentinho de grego”!
Eu preciso emagrecer,
mas, ao comer, não me domo.
Nem adianta correr:
quanto mais corro, mais como!…
Por azar, saltando o muro
pra namorar a vizinha,
eu me estabaquei, no escuro,
num poleiro de galinha!
À emoção não resistiu;
morreu a pobre, enganada:
a aposta que conferiu
foi da semana passada!