Maria Madalena Ferreira - Magé/RJ (via Província do Minho)

Imagem removida.     portuguesa radicada há um bom par de anos em Magé/RJ. Figura simpaticissíma nas festas e eventos em geral da Trova, aos quais comparece. Nascida na Vila de Ponte do Lima (Província do Minho) em 23 de fevereiro de 1939, para sermos mais exatos, chegou ao Brasil no dia 25 de janeiro de 1961. Sua primeira premiação em trova ocorreu em Taubaté, em 1996, no tema "Justiça". Iniciou-se na Trova em 1979 e entrou para a UBT pelas mãos de Haroldo Castro. Mas seu mestre ("São Teodósio", como ela o chamava) foi Armindo Santos Teodósio, outro português trovador, que era radicado em Brumadinho/MG.

 

Junto aos Palácios Reais,   (Vencedora em Petrópolis 2018)

Petrópolis revigora,

em novos Jogos Florais,

o seu Culto à Deusa Flora!!!

 

Porque ( obrigados... ) ficamos  (Trova-Destaque Bandeirantes 2018)

por algum tempo distantes,

hoje - felizes! - estamos

de regresso a Bandeirantes!!!





Qual foi a forma?! – Define-a!,       (Menção Especial Rio de Janeiro - 2008)

pois, mesmo sem transfusão,

pela corrente sanguínea

entraste em meu coração!

LETRA Z - VENC. PEDRALVA 2007

Zune o vento – na janela...

Zumbe a abelha – no jardim...

Zarpa a nau – rumo à procela...

- Zomba a saudade... de mim!...

SILÊNCIO = M. ESPECIAL POUSO ALEGRE 2007

Embora o dia me açoite

com seus barulhos brutais,

lá no silêncio da noite...

a solidão bate mais!...

SEGREDO - 1º LUGAR POUSO ALEGRE 2006

Da morte? - Sim, tenho medo,

mas temo mais pelo além...

- Esse insondável segredo

não revelado a ninguém!...

SEGREDO - ME POUSO ALEGRE 2006

Falassem os arvoredos...

e o mundo iria corar

ante os milhões de segredos

que o vento deixa, ao passar!...

BILHETE - 3º LUGAR FRIBURGO 1999

Quem quiser ter livre acesso

ao peito de um sonhador

basta trazer como ingresso

um bilhetinho de amor!



- Cartas de amor! - andorinhas

riscando os céus, em vai-vem...      (4º lugar em Magé - 1998)

cruzando as saudades minhas

com as saudades de alguém!...

Portugal, jamais me escondas

qualquer chance – por mais rara –

de eu tentar rasgar as ondas

deste mar que nos separa!

Razão de minha altivez;

meu orgulho mais profundo:

- Ouvir falar "português"

nos quatro cantos do mundo!

Na caneca... o bom "verdinho"!

Caldo verde... sobre a mesa!

Pão à farta! E o meu ranchinho

é uma "casa portuguesa"!

Portugal, reafirma os laços

do teu amor mais profundo:

toma o Brasil em teus braços

e mostra teu filho ao mundo!

Da seiva da "Flor do Lácio',

tirou Caminha o matiz

com que escreveu o prefácio

da História deste País!

Sou seresteiro perfeito!

Pois, até meu coração

se amoldou, dentro do peito,

à forma de um violão!

A gente não dá valor...

E a vida cobra, em verdade,

por um instante de amor,

muitas horas de saudade...

Pressenti, desde o começo,

- insensatez de te amar -

que esta saudade era o preço

que eu teria que pagar!...

Perco a conta das pegadas

dos sonhos que vão passando,

nas eternas madrugadas

em que fico te esperando!

Moro sozinha... porém,

solidão não é castigo!

-- Se não falo com ninguém...

meu rádio fala comigo.

Dos amores infelizes

não guardo mágoa. -- Em verdade,

se deixaram cicatrizes...

também deixaram saudade.

Fito o espelho... e o que constato?

– Rugas... tristezas... enfim,

o verdadeiro retrato

do que a vida fez de mim!

Recebo a idade com calma,

para evitar que o desgosto

ponha rugas em minha alma,

como já pôs no meu rosto!

Sou culpada, sim senhor!

Porém não peço perdão!

Porque... pecados de amor...

não merecem punição!

Sou "mãe branca" de uma vida,

por um milagre, entre mil,

da Senhora Aparecida!

- A Mãe Preta do Brasil!

Nenhum ourives se atreve

a imitar - nem de arremedo -

as filigranas de neve

dos galhos nus do arvoredo!

Não fales mal da ilusão!

Mede as palavras que dizes!

- As ilusões são o pão

das almas dos infelizes!

Na rebeldia da infância

não basta agir com rigor:

precisa haver tolerância,

bom exemplo e... muito amor!

Volta o barco... e o pescador

- após a noite em vigília -

exibe, em gestos de amor,

o sustento da família!

A mais bela profecia

- o mistério mais profundo! -

se cumpriu, quando Maria

deu à luz a "luz do mundo"!

Sou um "bígamo" perfeito!

Mas... não me inveje! Em verdade,

são parceiras no meu leito

a solidão e a saudade!...

Mostrar-me um rumo é louvável,

porém, meus passos não tolhas!

Eu quero ser responsável

por minhas próprias escolhas!

Para este amor, que a nós dois

tomou – assim de improviso –,

não houve “antes” nem “depois”;

houve o “momento preciso”!

Desculpe, Amor, se me atraso

na volta ao lar... Acontece

que eu me perco, olhando o ocaso,

enquanto o sol adormece!!!

Eis o que resta, hoje em dia,

do que eu fui (triste verdade...):

um "fusquinha" de alegria

e um 'caminhão" de saudade!

Triste e só, no meu fadário,

amargando a tua ausência,

sou um banco solitário

numa praça em decadência!...

Olho a praça abandonada

e me ponho a imaginar

uma saudade sentada

sem ter com quem conversar!...

Desde já, meu filho, aprenda

que a vida é feito as aranhas:

disfarça em teias de renda

seus intentos e artimanhas!

Algumas gotas de orvalho

e o sol da manhã radiosa

fazem de um simples cascalho

uma pedra preciosa!

Chega ao ao fim a serenata...

E a Lua, mesmo cansada,

recolhe as taças de prata

das mesas da madrugada!

Eu não quero despedidas

no momento em que eu morrer!

- Vou em busca de outras vidas,

onde eu possa renascer!

Meçam, "senhores da guerra",

a extensão dos atos seus:

sobre os injustos da Terra

paira a justiça de Deus!

Deus, em matéria singela,

ou seja: o barro do chão,

deu forma e vida à mais bela

das obras da Criação!

Cansado, triste e carente,

meu coração é um mendigo,

buscando uma alma indulgente

que lhe conceda um abrigo.

Desde já, meu filho, aprenda

que a vida é igual às aranhas:

- Disfarça em teias de renda

seus intentos e artimanhas!...

 

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    HUMORÍSTICA  

Meu barco – velho e sem lastro –       (Menção Honrosa em Porto Alegre - 2007)

 não sobe nem mansos rios!...

- Murcha a vela... entorta o mastro...

 (E eu, na rede... “a ver navios”...)