ELISABETH SOUZA CRUZ

MEMBRO FALANDO DE TROVA

 
Poeta/trovadora, além de prosadora, além de cronista/contista de muito talento, nascida em Nova Friburgo no dia 07 de outubro, ingressou na UBT de Nova Friburgo por volta do ano 2000, levada pelas mãos dos Magníficos trovadores Octávio Venturelli e Aloísio Alves da Costa. Desde então, seu trabalho em prol da Trova vem num crescendo, presente em todas as frentes de trabalho. Atualmente é presidente da seção da UBT de Nova Friburgo.  Simpática, educada, bem-humorada, persistente  e extremamente carismática, não há porta que não se escancare ao seu "abracadabra".  
Paralelamente à função de presidente da UBT de Nova Friburgo, comanda o programa da União Brasileira de Trovadores na Difusora AM da cidade, nos sábados, das 20 às 20,30h.  Formada em jornalismo, lançou os livros: Do Tanque ao Jornalismo-2013 e Vamos Caçar Cometas-2016 (ambos de contos).  E em 2024 mais uma obra veio a lume: "2012 — Uma História sem Igual”. Tudo isso faz de Elisabeth Souza Cruz um dos nomes mais importantes no cenário da literatura brasileira . Como trovadora, apresento-lhes alguns de seus trabalhos premiados:

Declarar-me não me atrevo,  
com palavras mais ousadas...  
E assim os versos que escrevo  
são propostas camufladas!... 

Qualquer que seja o motivo  
que a razão nos tente impor,  
não se passa o corretivo  
quando um erro é por amor!

Se o teu amor foi miragem  
no deserto da paixão,  
que importa... me deu passagem  
para o oásis da ilusão.

Do nosso amor resta o embate                  (1º lugar Conc. Munic. Friburgo 2010)  
 neste deserto onde eu morro,  
pois teu regresso é o resgate                
que não chega em meu socorro!

Eu não me prendo à verdade  
e à razão sempre me imponho, (Vencedora Cantagalo 2010)  
porque toda a realidade  
antes de tudo foi sonho

Sendo a voz de toda gente, (Vencedora Belo Horizonte 2010)  
a Imprensa firme não cala  
e quanto mais coerente  
bem mais forte é a sua fala! 

Pouco importa que tu venhas                     (4º lugar Conc. Munic. Friburgo 2008)  
apressado, em teu fulgor,  
pois trazes contigo as senhas  
para os feitiços do amor!

Nosso amor chegou no estágio                 (Menção Especial Niterói - 2006)  
de pouca briga e... eu pressinto  
que esse marasmo é presságio  
de amor... que está quase extinto!

Essa renúncia inimiga  
que diz não, se eu quero sim,                        (Menção Honrosa Niterói - 2004)  
é uma voz fazendo intriga  
quando responde por mim!

É tão forte a intensidade                       (2º lugar Conc. Munic. Friburgo 2003)  
das loucuras da paixão,  
que no amor a insanidade  
é o que eu chamo de razão.

É surpresa repetida,  
surpresa mesmo... e bendigo  
cada instante em minha vida  
me repetindo contigo!

Nem mesmo a ilusão remenda,  
com seus fios de saudade,  
os velhos sonhos de renda  
que eu teci na mocidade!

No desfile à fantasia,  
de um carnaval de ilusão,  
a saudade é a alegoria  
que enfeita meu coração!

Minha saudade é um desvio  
que a solidão me propõe  
para fugir do vazio  
que a tua ausência me impõe!

Bebo lembranças em tragos,  
ao ponto da embriaguez,  
para curar os estragos  
que a tua ausência me fez!

Feito internauta voraz,  
tu clicas minha paixão,  
e eu não sou sequer capaz  
de deletar a intenção!

Se não pode ser de verdade  
esse amor mais que tardio,  
que seja felicidade  
na ilusão de um desvario!

Tu me propões cessar fogo  
e eu te proponho atiçar,  
porque o nosso amor é um jogo  
que é fogo de se apagar!

Em nosso amor conflitante  
as dimensões são iguais:  
- tanto faz, perto ou distante,  
é sempre longe demais!

Recuso o amor, mas por mim,  
do fundo do coração,  
diria mil vezes sim,  
sem dar ouvido à razão!

Orgulho bobo... vaidade,  
capricho do amor sobejo...  
Eu morrendo de saudade,  
fingir que não te desejo!

Não tenho arrependimento  
nesta paixão reprimida...  
foste a ilusão de um momento  
que valeu por toda a vida!

Não me assusta o breu da estrada  
se a tristeza não transponho,  
porque há sempre uma alvorada  
na alegria do meu sonho.

Nem o nosso amor desfeito  
vai me tirar a alegria...  
Tenho as lembranças no peito  
e refaço a fantasia!

Eu sou guerreira e não nego  
meu instinto lutador,  
mas renuncio e me entrego  
se a luta for por amor!

Deixo a roça na estação,  
trouxe os sonhos na bagagem,  
mas a cidade é a impressão  
de que eu perdi a viagem!

Vivo em constante conflito  
entre o delírio e a razão:  
- Meu sonho alcança o infinito,  
meus pés... tropeçam no chão!

     HUMORÍSTICAS

Panela que não apita  
é porque não dá pressão       (2º lugar em Nova Friburgo, âmbito local - 2012)  
e mulher quando se agita  
tem fogo no caldeirão!  

Pula o muro o Ricardão,  
fura a calça na passagem...     (MH Rio de Janeiro 2010)  
E o furo, na confusão,  
foi furo de reportagem!

 

Lá na praça do Suspiro,        (MH Munic. Nova Friburgo 2009)  
o vovô, todo em genérico:  
-Eu tento, assanho e transpiro,  
mas quem sobe é o Teleférico!

Cabelo é um negócio louco...     (MH Conc. Munic. Friburgo 2008)  
Há divergências fatais:  
- Na cabeça, um fio é pouco;  
mas... na sopa... ele é demais!!!

O vizinho era careca,  
e a esposa fez o alarido,     (MH Conc. Munic. Friburgo 2008)  
pois, grudado na cueca,  
tinha um cabelo comprido!!!

Tem mulher que vai ao bar  
tomar uma caipirinha...  
No fundo ela vai tomar  
é conta de uma vizinha!