I Concurso de Trovas de Astolfo Dutra/MG - 2024

RESULTADO - Iº CONCURSO DE TROVAS DE ASTOLFO DUTRA



COMISSÃO JULGADORA (AMBAS CATEGORIAS)

Arlindo Tadeu Hagen

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho

Marcia Jaber

Messias Rocha

Romilton Faria



ÂMBITO NACIONAL/INTERNACIONAL – PLATEIA(L/F) –VETERANOS

VENCEDORAS:



1º lugar

O velho ator, alquebrado,

da realidade fugindo,                            

ainda sonha acordado,

com a plateia o aplaudindo.

Arthur Thomaz da Silva Neto – Sumaré/SP



2º lugar

Sem tristeza, dor ou fome,

com meninos bem risonhos,

não há cor nem sobrenome

na plateia dos meus sonhos.

Maria Lúcia Spadarotto Neves - Itaperuna/RJ



3° lugar

Mantenho a dor na penumbra,

nos palcos do dia a dia:

que a plateia só vislumbra

a máscara da alegria.

Sérgio Ferreira da Silva – São Paulo/SP



4° lugar

A plateia vai embora…

veste o palco a escuridão;

todos se despem agora

de seus trajes de ilusão!

Elvira Drummond – Fortaleza/CE

5° lugar

Se Deus me ouvisse, eu queria

me ver de forma invertida…

Ser plateia, por um dia,

no teatro de minha vida.

Francisco Gabriel – Natal/RN

MENÇÕES HONROSAS (Ordem Alfabética)



Não sabemos até quando

vão deixar-nos ter ideias.

Com as máquinas "pensando",

fomos postos nas plateias.

Antônio Augusto de Assis – Maringá/PR

Na plateia, três somente 

e eu, feliz, logo ao chegar...

tenho o mundo à minha frente 

na consagração de um lar.

Cipriano Ferreira Gomes – São Paulo/SP

Mesmo aos ventos da distância,

não vou me esquecer jamais

do palco da minha infância

e na plateia, meus pais.

Maria Lúcia Spadarotto Neves - Itaperuna/RJ

Os aplausos que auferi

tornaram-se em utopia,

quando, na plateia, eu vi

tua cadeira vazia.

Paulo Cezar Tórtora – Rio de Janeiro/RJ

Quem é realmente honesto

e faz o bem de verdade,

age em silêncio, é modesto,

sem plateia e sem vaidade.

Teresinha Aparecida Ponciano – Porto Alegre/RS

MENÇÕES ESPECIAIS (Ordem Alfabética)



A sociedade é a plateia

que exige perfeccionistas:

vida é o palco da odisseia

onde nós somos artistas.

Alba Helena Corrêa – Niterói/RJ

Quando o sol clareia o dia,

dá seu show intenso e lindo;

que pena que a maioria

da plateia está dormindo.

Elizabeth Aparecida de Castro Mendonça Fontes – Joinville/SC

Mesmo sem plateia, enceno

todo dia, em minha lida,

meu papel, mesmo pequeno,

no espetáculo da vida.

Lothar Antenor Bazanella – São Roque/SP

Minha plateia é o destino,

que me dá, no dia a dia,

as vaias que eu abomino

e as palmas que eu não queria.

Paulo Cezar Tórtora – Rio de Janeiro/RJ

Que haja sempre nova estreia,

no espetáculo da vida,

com aplausos da plateia,

em cada etapa vencida.

Silvia Maria Svereda – Irati/PR

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ÂMBITO NACIONAL/INTERNACIONAL –CELULAR (H)–VETERANOS



VENCEDORAS:




1º lugar

Índio, pela aldeia, passa;

já está dando o que falar:

trocou sinal de fumaça

por sinal de celular.

Geraldo Trombin – Americana/SP



2º lugar

Ela traiu o marido

pelo celular... Que cena!

E um mistério irresolvido:

nasceu chifre ou uma antena?

Paulo Roberto de Oliveira Caruso – Niterói/RJ

3° lugar

Com o celular na mão

corre ao banheiro, a cunhada,

sem dizer se é ligação

particular ou... privada.

Maurício Cavalheiro - Pindamonhangaba/SP

4° lugar

Atendendo ao celular,

disse à esposa o Manoel:

como pudeste me achar

aqui dentro do motel?!

Renata Paccola - São Paulo/SP

5° lugar

Saindo pra conversar,

levando o celular junto.

Se a bateria acabar,

ficam logo sem assunto…

Arthur Thomaz da Silva Neto – Sumaré/SP

MENÇÕES HONROSAS (Ordem Alfabética)



Num celular, descobriu

segredos do companheiro,

que disse: — Esqueça o que viu,

que esse bicho é fofoqueiro!

Francisco Gabriel – Natal/RN

– O celular ou a vida?

fala com arma na mão.

– O celular, não, querida;

espero uma ligação!

Geraldo Trombin – Americana/SP

Ele gosta de sentar

em cima do iphone dele.

Ao vibrar do celular,

o cara vibra com ele.

Luiz Antonio Cardoso – Taubaté/SP

Viram no Bar do Beijoca

um celular de um bebum;

quando a campainha toca,

pede uma cinquenta e um;!...

Roberto Tchepelentyky – São Paulo/SP

Não durmo, não faço amor,

nem posso me concentrar!

O que é que eu tenho, Doutor?;

;Pelo jeito... um celular;

Sérgio Ferreira da Silva – São Paulo/SP

MENÇÕES ESPECIAIS (Ordem Alfabética)



Eu celulo, tu celulas,

celulamos sem cessar...

– Quantas horas e horas nulas

por conta do celular...

Antônio Augusto de Assis – Maringá/PR

Só por culpa do neném,

que no celular mexia,

veio à tona o grande harém,

que o papai sempre escondia.

Caterina BalsanoGaioski – Irati/PR

Escrevi, no celular:

“votos de muita alegria”;

o corretor quis trocar

e desejou “alergia” …

Elvira Drummond – Fortaleza/CE

... E quase chegando ao cume,

na terceira dimensão,

meu celular com ciúme

interrompe a ligação...

Juarez Francisco Moreira da Silva – Rio das Ostras/RJ

Quis privar meu companheiro

da minha vida privada;

e ao me esconder no banheiro,

celular foi-se à privada!

Teresinha Aparecida Ponciano – Porto Alegre/RS

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ÂMBITO NACIONAL/INTERNACIONAL – PLATEIA(L/F) –NOVO TROVADOR

VENCEDORAS:



1º lugar

Ao fim do quarto crescente,

a lua faz sua estreia!

Redonda e resplandecente,

torna as estrelas plateia.

Letícia MatelaLobosco - Nova Friburgo - RJ

2° lugar

No palco da nossa vida

atuamos bem ou mal.

É da plateia envolvida

que recebemos sinal.

Jacyra Carneiro Montanari – São Paulo/SP

3º lugar

No imenso palco da vida,

você precisa escolher:

ser plateia precavida,

ou o roteiro escrever.

Aparecida Militão Kugelmeier – Campinas/SP

4º lugar

O sol, ao nascer, encena

um espetáculo lindo,

mas a plateia é pequena, 

porque o povo está dormindo.

Laercio SantAnna – São Paulo/SP

5° lugar

Se o personagem transcende

e revela além do que é,

a plateia já se rende

aplaudindo o ator de pé.

Adelgício Ribeiro de Paula – São Paulo/SP

ÂMBITO NACIONAL/INTERNACIONAL – CELULAR (H) –NOVO TROVADOR

VENCEDORAS:

1° lugar

Tudo querem resolver

sem um ao outro encontrar

qualquer hora vão querer

ter filho por celular.

Laércio SantAnna – São Paulo/SP

2º lugar

Onde está meu celular?

Chega dar-me um arrepio.

Se minha mulher achar:

Melhor me jogar num rio.

André de Souza Pires – São Roque/SP

3° lugar

Hoje o arroz com feijão

perdeu para o celular,

não se tira ele da mão

nem mesmo pra mastigar.

Basilina Pereira – Brasília/DF

4° lugar

Meu celular sabe tudo,

até o que não interessa...

Vou ao padre, fico mudo,

o aparelho é que confessa.

Antônio Rosélio Nunes Pacheco – Itaperuna/RJ

5º lugar

Fui comprar um celular

vi modelos de montão.

Mas eu só quero ligar!!!

Que saudade do orelhão.

Selma Arraval – São Roque

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Resultado I Concurso de Trovas “Cidade de Astolfo Dutra”

Âmbito Estadual

Julgadores: Edy Soares, Mara Melinni, Professor Garcia

Categoria: Veterano

Tema: Cortina (L/F)

Vencedores

1º Lugar: Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho (Juiz de Fora/MG)

O espetáculo termina,

no grande palco da vida,

quando se fecha a cortina

e acende a luz da saída.

2º lugar: Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora/MG)

Encenando nossas sinas,

a vida é um teatro a mais,

onde fecham-se as cortinas

sem os aplausos finais.

3º lugar: Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora /MG)

Tenho a impressão que a neblina,

quando cai atrás do monte,

é uma rendada cortina

na janela do horizonte!

4º lugar: Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho (Juiz de Fora/MG)

Foste embora e sem ter graça,

minha alegria fingida,

é cortina de fumaça

ocultando a dor sofrida.

5º lugar: Fernando Antônio Belino (Sete Lagoas/MG)

Teu riso abrindo a cortina

da longa noite em meu rosto,

trouxe a manhã cristalina,

ao dissipar meu desgosto.

Menção Honrosa (em ordem alfabética)

Fernando Antônio Belino (Sete Lagoas/MG)

Feito a luz que acende o dia,

na cortina do arrebol,

teu olhar trouxe alegria,

à minha vida sem sol.

Márcia Jaber (Juiz de Fora/MG)

No esplendor da majestade,

trazendo luzes, em rumas,

o Sol, a manhã invade

e abre a cortina das brumas.

Márcia Jaber (Juiz de Fora/MG)

Por trás das cortinas da alma,

os sonhos reveladores...

A face tranquila e calma,

oculta as ânsias de amores.

Messias da Rocha (Juiz de Fora/MG)

É um teatro a nossa vida,

pois, de forma repentina,

toda cena é interrompida

e a morte fecha a cortina.

Olympio da Cruz Simões Coutinho (Belo Horizonte/MG)

Lá fora, a densa neblina;

no quarto, eu com minha amada;

levanto, cerro a cortina

e prolongo a madrugada.

Menção Especial (em ordem alfabética)

Cezar Defilippo (Astolfo Dutra/MG)

Pão e circo, o povo, um berro

contra o furto e a distinção,

sobram cortinas de ferro, 

nas mesas faltando o pão...

Danusa Almeida (Ponte Nova/MG)

Meus olhos, feito cortina,

se abrem ao amanhecer

e a luz, tão clara, me ensina

a grandeza de viver!

Hudson de Almeida (Alfenas/MG)

De uma mãe, cada oração,

ajoelhada com fervor,

abre a cortina da unção,

do céu chove luz de amor!

José Almir Loures (Astolfo Dutra/MG)

Teu abraço abre a cortina,

nesse palco iluminado...

e, como é doce a rotina,

de entrar em cena ao teu lado.

Romilton Faria (Juiz de Fora/MG)

O tempo feito cortina

desce na vida da gente, 

e a velhice repentina

aparece em nossa frente.

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Categoria: Veterano

Tema: Dedo (Humor)

Vencedores

1º lugar: Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho (Juiz de Fora/MG)

A gatinha paquerada

por vovô, que faz assédio,

responde, à dita cantada,

erguendo o seu dedo médio.

2º lugar: Célia M. M. Mendonça de Melo (Juiz de Fora/MG)

Para a esposa furiosa, 

explica o Zé Carapina:

foram dois dedos de prosa

lá no boteco da esquina.

3º lugar: Cezar Defilippo (Astolfo Dutra/MG)

Urologista pôs medo,

matuto diz: - não se zangue,

pelo tamanho do dedo

prefiro o exame de sangue!

4º lugar: Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora/MG)

Se escolho um doutor na lista

a competência é o segredo,

mas de um certo especialista

olho a grossura do dedo!

5º lugar: Antônio Francisco Pereira (Belo Horizonte/MG)

Minha sogra, dedo em riste,

me expulsou pela janela,

o que não me deixou triste

pois levei a filha dela.

Menção Honrosa (em ordem alfabética)

Alice Gervason (Juiz de Fora/MG)

O dedo posto indicava,

como passar no portão,

mas ele sempre pulava,

a cerca do próprio irmão.

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho (Juiz de Fora/MG)

Vendo a coisa ficar preta,

o neném aprende cedo,

que na falta de chupeta,

o jeito é chupar o dedo.

José Almir Loures (Astolfo Dutra/MG)

Era o “toque”, malfadado,

e eu já sentindo o terror,

fugi da sala, assustado,

com o dedo do doutor.

Luciano Izidoro de Borba (Tombos/MG)

Busquei sombra no verão

e fugi da minha lida...

Com o dedo meu patrão

apontou para a saída!

Márcia Jaber (Juiz de Fora/MG)

Tem fama de dedo duro,

o coroinha da igreja

e muita gente, em apuro,

tudo de mal lhe deseja.

Menção Especial (em ordem alfabética)

Alice Gervason (Juiz de Fora/MG)

Com este teu dedo médio,

bem na minha direção,

faz-me tremer! Medo e tédio,

só de olhar pra tua mão.

Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora/MG)

Na cabeça uma coceira

deixa o alcaguete inseguro

pois dá mole à rua inteira

a mulher do dedo duro.

Célia M. G. Mendonça de Melo (Juiz de Fora/MG)

Foi flagrado no recreio 

e tentou justificar:

não mostrei o dedo feio,

mas não consigo provar.

Déa Lúcia Araújo de Castro (Juiz de Fora/MG)

Com a mão bem na cintura,

dedo em riste, ela esbraveja:

“Sai de cima, criatura!

Toda noite esta peleja!”

José Almir Loures (Astolfo Dutra /MG)

Perguntam e o “vô” não mente,

no sexo, qual seu segredo?

- Eu não pego em coisa quente,

que é pra não ferir o dedo!

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Categoria: Novo Trovador

Tema: Cortina (L/F)

Vencedores

1º lugar: Clemildes Francisco de Paiva (Pouso Alegre/MG)

De manhã, abro a cortina,

o céu desce à minha vista,

voa o mundo na rotina

e agita a mente ufanista.

2º lugar: Abdo Hallack (Juiz de Fora/MG)

Se dissipa e despedaça

com alívio, mas com dor,

a cortina de fumaça

que você chama de amor. 

3º lugar: Alexandre Augusto Fernandes Toledo (Sete Lagoas/MG)

Na cortina da verdade,

a luz que tudo revela,

na alvura da claridade,

a mentira se desvela!

4º lugar: Dora Oliveira (Ipatinga/MG)

Quando a tristeza domina

rouba a luz interior.

A fé remove a cortina

é sol que afugenta a dor.

5º lugar: Jonathan Leandro Martins Reis (Congonhas/MG)

Vi cortinas esculpidas

adornando seus altares,

belas artes promovidas

nos templos desses lugares.

Categoria: Novo Trovador

Tema: Dedo (Humor)

Vencedores

1º lugar: Alexandre Augusto Fernandes Toledo (Sete Lagoas/MG)

Neste mundo de abandono

podemos contar a dedo:

folha que dure no outono;

mulher que guarda segredo.

2º lugar: Clemildes Francisco de Paiva (Pouso Alegre/MG)

-O que puseste em teu dedo?

-Aliança ou rastreador?

Casamento assim dá medo,

afugenta o pobre amor… 

3º lugar: Abdo Hallack (Juiz de Fora/MG)

Tenha calma e paciência

acaso o medo persista;

melhor não pôr resistência

ao dedo do urologista.  

4º lugar: Jonathan Leandro Martins Reis (Congonhas/MG)

Querendo um dedo de prosa

foi visitar a vizinha,

mas, a sua noiva, Rosa,

lhe espreitava da esquininha.

5º lugar: Abdo Hallack (Juiz de Fora/MG)

No pacato cavalheiro

duas coisas metem medo:

ficar sem algum dinheiro,

e urologista e seu dedo.